Episódio 1 - O Básico

Explicar o que está acontecendo no Brasil neste momento é bem fácil.

E também é fácil de entender.

Nossa presidente, Dilma Vana Rousseff, foi eleita em 2014 com 54.501.118 votos.

É a quarta vitória consecutiva do Partido dos Trabalhadores nas eleições presidenciais.

Anteriormente, Luis Inácio da Silva, conhecido como Lula, também do Partido dos Trabalhadores, perdeu as eleições presidenciais três vezes consecutivas: em 1989, 1994 e 1998.

Lula foi eleito em 2002, e re-eleito em 2006. Dilma então foi eleita em 2010, e recentemente re-eleita.

Ao mesmo tempo, em 2014 a população elegeu o Congresso mais conservador desde o fim da ditadura militar.

Muitos desses deputados, através de suas ações no Congresso, revelam que estão agindo de acordo com a vontade daqueles que financiaram suas campanhas, e agora pagam pelas suas tomadas de decisão. Em outras palavras: eles não representam a vontade do povo que votou neles; eles representam quem lhes paga mais.

Neste cenário, estamos testemunhando a encenação de um impeachment. A lei exige uma série de condições para que um impeachment aconteça.

A Constituição Brasileira requer que um ato criminoso tenha sido infligido pelo presidente. Mas Dilma não cometeu nenhum crime.

De fato, acontece o oposto: ela é bem conhecida como "rígida" e "inflexível", verdadeiramente significando que ela não dá abertura para negociações ilícitas.

Mesmo entre seus inimigos políticos, Dilma é conhecida como sendo honesta.

Como não há ato ilegal, atos administrativos ordinários e comuns foram transformados em crimes.

Discursos emotivos e fraudulentos são repetidos exaustivamente, tentando afirmar que houve crime.

Ainda que divulgados amplamente pela grande mídia, esses discursos não resistem a uma análise racional e imparcial, pois não correspondem aos fatos.

Não há crime. Absolutamente.

Não há um único ato da Presidente que possa ser apontado como evidência. Sinceramente falando, não há crime assim como nunca houve sequer intenção de qualquer crime.

Este é o motivo pelo qual o processo está sendo reconhecido como um golpe de Estado: os requisitos da Constituição não estão sendo respeitados.


O que faz a situação excepcional é o motivo pelo qual deputados e senadores estão tocando essa injustiça adiante.

Vou lhes dizer: eles estão fazendo isto como uma maneira de interromper o curso das investigações contra corrupção, que o governo de Dilma promove e apoia.

Sim, você ouviu direito: políticos criminosos uniram-se para colocar um fim, ou pelo menos um severo limite nas operações em andamento, conduzidas pela Polícia Federal e outras instituições legais.

Essa loucura total não teria a mínima chance de acontecer sem o fortíssimo suporte de uma força extraordinária: a grande mídia.

No Brasil, quase a totalidade da "indústria de entretenimento" (a mídia) pertence a meia dúzia de famílias.

Supõe-se que seis famílias controlam 80% de todos os canais de mídia e publicação no país.

É por isso que você precisa que um cidadão - não uma companhia - lhe diga o que está acontecendo.

O massivo e milionário aparato dos canais da grande mídia é tal que sua narrativa distorcida foi inculcada em uma parte significante da população, que foi levada a pensar que sua versão é a única existente, e que corresponde aos fatos.


Nos próximos episódios muitos aspectos e atores deste drama serão detalhados, e também como e por que a narrativa da grande mídia está tão desconectada do que está realmente acontecendo no Brasil.

Gratidão pela sua audiência.


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